Arquivo mensal: dezembro 2012

“Trânsito: nem tudo está perdido”, Roubartilhando do Blog do Ricardo Orlandini

 

 

Trânsito: nem tudo está perdido

O tema que envolve a tragédia brasileira (e mundial) é recorrente nos meus comentários. Preferia tratar outras questões que não esta, mas infelizmente não posso me omitir da triste constatação desta chaga que assola nosso país.

Neste final de semana, que não foi um feriadão, 16 pessoas perderam no trânsito gaúcho. Algo inadmissível e que temos que fazer de tudo para mudar.

Pouco se fala do custo em dinheiro desta ‘Guerra do Trânsito” gaúcho, mas os números somam R$ 5,3 bilhões ao Estado nos últimos cinco anos, aponta Detran.

Para se ter uma ideia, este valor representa mais do que o orçamento da prefeitura de Porto Alegre em 2012, que soma R$ 4,7 bilhões. Um custo repartido por todos os cidadãos.

O cálculo do Detran leva em conta que cada morte represente uma perda de R$ 551 mil.

Mas nem tudo está perdido.

Pelo menos em Porto Alegre parece que as pessoas estão mudando um pouco, e para melhor.

Segundo dados divulgados há poucos dias, o número de mortes no trânsito da capital gaúcha caiu neste ano de 2012.

Isto é o que aponta levantamento feito pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) no dia 7 de dezembro passado.

De acordo com dados da Coordenação de Informações de Trânsito (CIT), houve queda de 24,2% em vítimas fatais na comparação com os primeiros 11 meses do ano passado (2011).

Este ano morreram 100 pessoas em acidentes de trânsito nas ruas de Porto Alegre. No ano passado, no mesmo período, foram 132 vítimas fatais.

Outro dado muito bom foi a queda no número de mortes entre motociclistas e pedestres.

Foram 39 motociclistas mortos em 2012 contra 54 em 2011 (redução de 27,78%). Entre os pedestres, a diminuição foi de 32,14%, caindo de 56 para 38 mortes.

Pelo menos, no meio desta tragédia, surgem algumas boas notícias.

 

Anúncios

Ótima notícia para todos nós que amamos Porto Alegre!

Plano prevê ações de revitalização da bacia do Arroio Dilúvio

Documento contém metas e cronograma para a estratégia de recuperação do Dilúvio
Foto: Ivo Gonçalves/PMPA
Um estudo feito por técnicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) foi entregue, nesta sexta-feira, 7, ao prefeito José Fortunati e ao secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Viamão, José Roberto Cardoso. O Plano de Ação de Revitalização da Bacia do Arroio Dilúvio foi construído em 12 meses e aponta 170 atividades para serem executadas durante a redação do projeto básico. Também participaram da cerimônia o Reitor da UFRGS, Carlos Alexandre Netto e o Pró-Reitor de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento da PUCRS, Jorge Audy.
Tendo como meta a recuperação dos 15 quilômetros de extensão do arroio, com intervenções integrando saneamento, inclusão social, acréscimo de áreas verdes, retomada da funcionalidade da bacia e educação ambiental, o projeto básico deve ser elaborado em 12 meses após a captação de recursos. “Temos aqui um documento bem embasado e que poderá ser executado nesta parceria entre prefeituras e universidades”, afirmou Fortunati, lembrando que o plano terá importante papel na despoluição do Guaíba, junto com o Projeto Integrado Socioambiental (Pisa).
 Parceria – Em dezembro de 2011 foi assinado o Protocolo de Cooperação Institucional entre Ufrgs, PUCRS e as prefeituras de Porto Alegre e Viamão, com o objetivo de devolver à população das duas cidades um Arroio Dilúvio limpo e revitalizado.
 Plano de Ação – O documento propicia a captação de recursos para a elaboração do projeto básico, próxima etapa do processo. Contém atividades, metas e cronogramas que traduzem a estratégia de recuperação da bacia do Dilúvio, identificando estudos e levantamentos de dados a serem feitos e sua integração com ações e projetos em andamento./arroio_diluvio /meio_ambiente
Texto de: Paula Aguiar
Edição de: Manuel Petrik
%d blogueiros gostam disto: